segunda-feira, 31 de agosto de 2009

AGRADECIMENTO


Surpresa enorme quando cheguei por aqui e encontrei um recadinho do Newton, do "Blog do KG" - http://sentidohumanitario.blogspot.com/ - e vi meu nome e o desse blog na lista dos presenteados com o selinho acima!!!
Uma alegria enorme!!! Meu primeiro presente virtual! =)
Quero aproveitar para agradecer ao Newton pelo carinho. Sou leitora assídua do seu blog e conheço a beleza das suas palavras e seu constante olhar humano... melhor! humanitário!, sobre o mundo e seus problemas.
Como ele, penso que são nossas ações que podem modificar o mundo, aos poucos e lentamente. Juntos, construiremos um lugar melhor para todos nós.
Esse post é só para te agradecer, Newton, pela lembrança e grata surpresa!
Parece-me que devo, então, indicar este selo a mais dez blogs!
Sendo assim, indico, com muita felicidade, os queridos:


(este último, um blog lindo, ensinado-me por Patrícia, amiga querida que está na segunda posição dessa lista - que não segue ordem de "preferências", hein?! =)

Um abraço grande a todos!!!
E divitam-se com esses blogs, acima, maravilhosos!!!

Natalie S. Dowsley

sábado, 15 de agosto de 2009

O poder dos PRATINHOS


Existem pessoas muito especiais, que conseguem transformar idéias, sentimentos e palavras perdidas na nossa cabeça, em acontecimentos lindos, cheios de sentido e profundidade.
Quando esses eventos chegam em mim, sinto-me honrada em poder compartilhar.
Espero que esse texto, em especial, seja lido por muita gente!

Para contextualizar...
A autora, Ana Lúcia, atua na área de Recursos Humanos. Possui, portanto, grande contato com pessoas, e convive com a angústia de muitos que estão "disponíveis no mercado", desempregados. Ela sabe que, infelizmente, nós, profissionais de R.H., não podemos empregar todos os que estão em busca de trabalho.
Mas Aninha sabe, também, que é função primeira de qualquer profissional que assuma tal departamento oferecer um feedback aos candidatos que entrevistamos, aplicamos testes, provas, dinâmicas... e enchemos de esperança!
Esse retorno ao candidato é OBRIGAÇÃO dos selecionadores. E mesmo que não fosse: trata-se de algo maior, mais importante do que a "obrigação": trata-se de HUMANIDADE!
Muitos profissionais, no entanto, parecem estar perdendo tal característica, seja pelo corre-corre, pelas exigências da empresa que representam... ou porque esqueceram da tal EMPATIA, que falamos há pouco nesse blog...
A ausência de feedback é geral, não se restringe apenas ao retorno aos candidatos... As pessoas parecem não estar mais investindo na COMUNICAÇÃO... seja no trabalho, nas famílias, nas escolas, com os filhos, maridos, amigos, vizinhos...
Precisamos recuperar o respeito e o carinho com o próximo. Nosso mundo está pedindo por isso!

Com a devida autorização, espalho as palavras lindas dessa profissional excepcional:

"Bom dia, pessoal,

de volta de uma peregrinação paulistana que foi uma verdadeira acontecência, me peguei pensando em pratinhos e feedbacks. Explico.
Quando eu era menina, havia na vizinhança um saudável hábito.Sempre que se fazia alguma delícia mais extraordinária, um doce de abóbora, uma cocada, um bolo , levava-se um pedaço ao vizinho. A gostosura ia acomodada em um pratinho, em geral pertencente à melhor louça da casa , coberto com um daqueles guardanapos remanescentes do enxoval, com bordados e rendinhas.
O mais tocante era que o vizinho obsequiado, na primeira oportunidade, devolvia o pratinho recheado de suas próprias gostosuras: bolinhos, manjar, pastel, o que fosse. Sempre o melhor. O troca –troca de pratinhos se mantinha confiável por anos a fio. Cada vizinho empenhado em oferecer o melhor de si ao outro.
Este hábito, somado a outros, garantia a boa vizinhança, auxiliava na construção de relacionamentos longos e confiáveis.
O mundo mudou , os pratinhos se foram e com eles se foi, ao que parece, a disposição da melhor resposta a quem nos obsequia seja com gostosuras, seja com informação, serviços, ideias.
A ausência de feedback tão encontradiça em nosso meio se parece muitíssimo com a ausência da devolução do pratinho.
Vejamos: uma pessoa lança entre nós pedidos de indicação, de informação, de proposta de trabalho. A gente responde, investe tempo, queima a mufa, e depois...silêncio sepulcral. A gente insiste, culpa a net, acha que a mensagem não chegou e nada. O pratinho não volta. Isto dá um enorme vazio na vizinhança. Que falta faz!
Eu cá anseio pela volta da cortesia, dos pratinhos e da prática de oferecer respostas mesmo que desanimadoras àqueles que nos ofertam seu melhor.
Bem, a frase do dia, quem sabe, ajude , sensibilize.
A propósito, gostaria imensamente de saber o que vocês pensam a respeito.

“ A cortesia é a linguagem dos anjos.“
( Baden Powell)

Ana Lúcia de Mattos Santa Isabel
http://www.orioncomunicacao.com.br/ "

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

LoUcuRa


"A vida se vingava de mim, e a vingança consistia apenas em voltar, nada mais. Todo caso de loucura é que alguma coisa voltou. Os possessos, eles não são possuídos pelo que vem, mas pelo que volta. Às vezes a vida volta. Se em mim tudo se quebrava à passagem da força, não é porque a função desta era de quebrar: ela só precisava enfim passar pois já se tornara caudalosa demais para poder se conter ou contornar - ao passar ela cobria tudo. E depois, como após um dilúvio, sobrenadavam um armário, uma pessoa, uma janela solta, três maletas. E isso me parecia o inferno, essa destruição de camadas e camadas arqueológicas humanas."
(Clarice Lispector, "A paixão segundo G.H., 1998: p.70).


Não existe mais um critério completo ou completamente aceito sobre "loucura". Esta é uma daquelas palavras - como "guerra", "amor" e "saudade" - que não se consegue explicar inteiramente: sempre resta um pedacinho de palavra mal-explicado, incompreendido.
Assim é a loucura. Um mistério óbvio, maior do que o mordono homicida nos livros de suspense.
Todos sabem, ao menos em parte, o que é a loucura, mesmo que apenas uns poucos queiram realmente sabê-la, conhecê-la...
A barreira que separa os "sãos" da palavra loucura é, com certeza, bem mais forte do que a que separa as pessoas da loucura em si. Porque, para "enlouquecer", assim como para morrer, "basta estar vivo", como já diz a sabedoria popular.

A loucura é o que disse Clarice: a volta de coisas grandes, que se tornaram densas demais, com o passar do tempo, e que já não conseguem mais ficar estancadas: precisam sangrar.
E quem não tem, na vida, experiências e lembranças e sentimentos que, se pudesse, preferiria não ter? Coisas pesadas, que enchem o peito de escuridão quando vêm à tona...
Quando saudáveis, conseguimos colocar esses nossos pesos em sacolas grandes e resistentes - ao menos pensamos que elas são assim! - e as guardamos em armários, em um dos muitos que vivem em nós. Escolhemos os armários mais distantes e escuros para abrigar essas malas, pois não pretendemos voltar com freqüência a este local. Claro que, de vez em quando, ao longo da vida, uma coisa ou outra escapa dessas sacolas, desses armários, e nos visitam de surpresa, fazendo tremer as mãos e chorar a alma.

Mas a loucura é o mar revolto.
É quando todas as sacolas e armários indesejados resolvem se rebelar: fazem um grande motim, arrancam as algemas, destrancam as portas. E, de repente, voa tudo em cima de alguém. O caos domina.
Na loucura, o sofrimento é imenso, obviamente, já que todo o peso de uma vida despenca, com violência, sobre uma pessoa. Os traumas desse acontecimento são inevitáveis: ossos quebrados, fraturas expostas, medo do mundo inteiro, sentimento de incompreensão...
Por isso que o tratamento é difícil: são muitas feridas a cicatrizar.
Os remédios ajudam, as terapias ajudam, os amigos ajudam, a família ajuda: tudo pode ajudar, desde que realmente a intenção seja a de ajudar. Porque não é fácil, também, para os outros, os "de fora", conseguirem ajudar. Porque a loucura faz parte daqueles temas proibidos, assuntos-tabu, que a gente tem a sensação/ilusão de que, quanto menos falar/pensar, melhor, pois ficam mais longe de nós.
Por isso que não falamos com nossas crianças sobre a morte, a loucura, abusos sexuais, solidão... E por isso crescemos achando que essas são coisas muuuito distantes de nós!
E muitas vezes, por achar que o mundo pode ser feito só de alegrias, buscamos a "felicidade" como se fosse um item de supermercado: com pressa e avidez, ansiedade e desespero! Que tristeza essa imagem! Não fomos/somos educados para a vida. E faz parte da vida, de todas as vidas, momentos de diversos sabores e tons. Nenhuma vida é novela: todos os dias teremos momentos tristes e felizes, sãos e loucos... em intensidades que variam, claro, de pessoa para pessoa, de época para época de cada vida. Mas, assim como a morte, assim como a felicidade, a loucura e a sanidade estão sempre à espreita, nos acompanhando. Uma pode se sobressair mais do que a outra. Mas todas as possibilidades estão vivas em nós, até o último suspiro.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

VOCÊ ESTÁ DESPEDIDO!!!

EMPATIA.
Capacidade de colocar-se no lugar do outro, buscando compreender seus sentimentos, pensamentos, comportamentos.

Em um artigo interessante, Eugenio C. Mussak afirma: "Os livros nos informam que empatia é uma condição psicológica que permite a uma pessoa sentir o que sentiria caso estivesse na situação e circunstância experimentada por outra pessoa. E é isso mesmo. Ver o mundo com os olhos de nosso interlocutor."

A empatia é um elemento interessantíssimo, que faria enorme diferença caso fosse mais utilizado, bem empregado... O mundo seria, sem dúvidas, mais ameno, menos denso... mais colorido e suave.

Vejamos o que Stephen Kanitz nos fala a respeito da importância de nos colocarmos no lugar do outro:

"Você é diretor de uma indústria de geladeiras. O mercado vai de vento em popa e a diretoria decidiu duplicar o tamanho da fábrica. No meio da construção, os economistas americanos prevêem uma recessão, com grande alarde na imprensa. A diretoria da empresa, já com um fluxo de caixa apertado, decide, pelo sim, pelo não, economizar 20 milhões de dólares.
Sua missão é determinar onde e como realizar esse corte nas despesas.
Esse é o resumo de um dos muitos estudos de caso que tive para resolver no mestrado de administração, que me marcou e merece ser relatado o professor chamou um colega ao lado para começar a discussão. O primeiro tem sempre a obrigação de trazer à tona as questões mais relevantes, apontar as variáveis críticas, separar o joio do trigo e apresentar um início de solução. "Antes de mais nada, eu mandaria embora 620 funcionários não essenciais, economizando 12 200 000 dólares. Postergaria, por seis meses os gastos com propaganda, porque nossa marca é muito forte. Cancelaria nossos programas de treinamento por um ano, já que estaremos em compasso de espera. Finalmente, cortaria 95% de nossos projetos sociais, afinal nossa sobrevivência vem em primeiro lugar". É exatamente isso que as empresas brasileiras estão fazendo neste momento, muitas até premiadas por sua "responsabilidade social". Terminada a exposição, o professor se dirigiu ao meu colega e disse: -Levante-se e saia da sala.
-Desculpe, professor, eu não entendi - disse John, meio aflito.
-Eu disse para sair desta sala e nunca mais voltar. Eu disse: PARA FORA! Nunca mais ponha os pés aqui em Harvard.
Ficamos todos boquiabertos e com os cabelos em pé. Nem um suspiro. Meu colega começou a soluçar e, cabisbaixo, se preparou para deixar a sala. O silêncio era sepulcral.
Quando estava prestes a sair, o professor fez seu último comentário:
- Agora vocês sabem o que é ser despedido. Ser despedido sem mostrar nenhuma deficiência ou incompetência, mas simplesmente porque um bando de prima-donas em Washington meteu medo em todo mundo. Nunca mais na vida despeçam funcionários como primeira opção. Despedir gente é sempre a última alternativa.
Aquela aula foi uma lição e tanto. É fácil despedir 620 funcionários como se fossem simples linhas de uma planilha eletrônica, sem ter de olhar cara a cara para as pessoas demitidas. É fácil sair nos jornais prevendo o fim da economia ou aumentar as taxas de juros para 25% quando não é você quem tem de despedir milhares de funcionários nem pagar pelas conseqüências. Economistas, pelo jeito, nunca chegam a estudar casos como esse nos cursos de política monetária. Se você decidiu reduzir seus gastos familiares "só para se garantir", também estará despedindo pessoas e gerando uma recessão. Se todas as empresas e famílias cortarem seus gastos a cada previsão de crise, criaremos crises de fato, com mais desemprego e mais recessão. A solução para crises é reservas e poupança, poupança previamente acumulada. O correto é poupar e fazer reservas públicas e privadas, nos anos de vacas gordas para não ter de despedir pessoas nem reduzir gastos nos anos de vacas magras, conselho milenar. Poupar e fazer caixa no meio da crise é dar um tiro no pé.
Demitir funcionários contratados a dedo, talentos do presente e do futuro, é suicídio. Se todos constituíssem reservas, inclusive o governo, ninguém precisaria ficar apavorado, e manteríamos o padrão de vida, sem cortar despesas. Se a crise for maior que as reservas, aí não terá jeito, a não ser apertar o cinto, sem esquecer aquela memorável lição: na hora de reduzir custos, os seres humanos vêm em último lugar."

Stephen Kanitz
Artigo publicado na Revista Veja, edição 1726, ano 34, nº45, 14 de novembro de 2001.

sábado, 20 de junho de 2009

Amanhã é o meu NIVER!!! =)

Legenda: Em um dos meus primeiros aniversários!!! =) Sou a da direita, recebendo os parabéns da minha priminha linda!

Há!!! Deixei a modéstia de lado por hoje!!!

Resolvi compartilhar com vocês algo que valorizo muito: o dia do meu aniversário! =)
Calma, gente!!!! Não sou tão egocêntrica como pode estar parecendo! rs!!! =)
Adoro meu aniversário como adoro todos os aniversários das pessoas queridas!
Porque aniversário, pra mim, é como ano novo! kkkk!!! É, sabe como é!: ano novo é aquela época que todo mundo repensa tudo, revê os planos, planeja os sonhos, sonha sem compromisso com planejamentos... É uma época em que se pode tudo!!!: colocar como meta fazer aquele regime maravilhoso e ficar mais linda que a Sheyla Carvalho!; arranjar aquele emprego dos sonhos, custe o que custar!; ganhar na mega sena - e ir buscar o prêmio no mesmo dia, pra não perder nem um centavo de rendimento na poupança!!! rs!; encontrar/namorar/casar com o "príncipe" dos sonhos e ser feliz pra sempre!
Enfim! É aquela época que nos permitimos! Pedimos desculpas às pessoas, dizemos que amamos, desejamos coisas boas a todo mundo e ao mundo!!!
Aniversário é isso: como o ano novo, uma oportunidade de recomeço. Simbolizando nosso nascimento, a data é uma rememoração do dia em que o mundo passou a ser nossa casa, e as pessoas, nossos companheiros de caminhada...
Nesse dia, podemos comemorar com aqueles que amamos, chorar de rir sem receio, receber muito carinho das pessoas queridas, abraçar muuuuito, desejar "tudo em dobro" pras pessoas, quando elas vêm nos desejar um monte de coisas boas!...

Adoro aniversários!!!
Adoro meu aniversário!!! =)
E, por isso, resolvi compartilhar com vocês!
Amanhã é meu aniversário!!!
E quero os "parabéns", hein?!! risosss!!!! =)

E o aniversário de vocês, quando será???!!! =)

Um beijo grande!

Natalie S. Dowsley.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Contra o abuso sexual, CONHECIMENTO!

Fonte: Comunidade do Orkut: "Onde Estão Nossas Crianças?"

"O Cara da porta das escolas - Pedofilia Não

Vem cá que vou te dar um Banho de loja!
Este é um dos argumentos de pedófilos que cercam jovens meninas!
Aparece o cara de carrão, óculos escuros fazendo gênero, sai em busca de suas presas.
O cara não se intimida com nada, aborda mesmo.
E muitas delas se encantam com a lábia doentia, com as promessas de vida melhor e se perdem no presente pelos presentes.
O cara não tá nem aí, é um pedófilo e abusa sexualmente de menores.
Mas o cara não age sozinho, ele tem a cumplicidade do silêncio e da omissão de seus vizinhos, amigos, amigas,muitas vezes de pessoas de sua própria família e da população que só observa.
Acontece nas grandes cidades e acontece demais nas pequenas cidades.
Preste atenção no cara que está ao seu lado.
Observe-o bem. Pergunte aos seus conhecidos como é a atitude do seu cara.
Insista nas perguntas, seja constante.
Você poderá ter respostas nada agradáveis.
Poderá saber que famílias advertem suas filhas para se afastarem do cara.
Poderá saber com detalhes por algumas das meninas como era feita a abordagemPoderá saber que o cara, era conhecido como o Cara das Portas das escolas.
Poderá saber de abusos cometidos escondidos pelo silêncio familiar.
Poderá saber que prometia casamento para as jovens e as mantinha como amantes por anos.
O cara não tá nem aí, ele consegue o silêncio de um, de outra e assim vai na sua caça nefasta protegido pelo escudo silencioso.
Preste atenção no cara que está ao seu lado. Observe-o bem. Observe como se aproxima de crianças e jovens meninas.
Observe como ele as toca, como as coloca no colo, como as olha.
Observe a reação delas, se é de medo ou de satisfação.
Observe a reação dele, observe seus olhos.
Preste atenção Mulher no cara que está ao seu lado.
Observe-o bem.Você pode ter ao seu lado um pedófilo.
Você pode estar dormindo com homem que abusa de menores.
Preste atenção."

(Ana Maria Bruni)

sábado, 13 de junho de 2009

Rita Apoena

Compartilhando a beleza das palavras de Rita Apoena (Fonte: http://ritaapoena.zip.net/)



Querido Helano,

Hoje eu comprei sementes de girassol. Há isso de extraordinário no mundo. Quando alguém se sente só ou com saudade de outrém pode comprar sementes de girassol para vê-lo crescer. Pode até fazer uma sementeira de tulipas. Neste caso, é preciso aguar todos os dias, com a ponta dos dedos, deixando cair uma ou duas gotas, apenas. Já as coisas abrutalhadas, máquinas, tratores ou edifícios, deixo aos outros, cuidarem. Também elas precisam de carícias: não vê o homem pendurado nas vidraças com um pano molhado? Não vê a máquina acarinhando a outra com a lixa? Há muitas formas de cuidar. E, felizmente, o delicado e o bruto na esfera do mundo. Se me ocupo da semente é porque escuto o seu silêncio. O silêncio com que ela abraça, tão brandamente, o seu grãozinho de terra."

segunda-feira, 11 de maio de 2009

"As mensagens da água"

Aproximadamente 70% do nosso corpo é composto por água.
O que seríamos capazes de mudar em nós, em nossas vidas, se conseguíssemos "contaminar" todas essas moléculas de água que nos compõem com doses de "alegria", "amor", "paz"?
Sabemos que a água muda quando contaminada com sujeiras e vermes...
Mas, é possível contaminá-la com amor? E, se fosse possível, ela também se modificaria?

Os estudos de Masaru Emoto, divulgados no livro "Mensagens ocultas na água" e também no filme/livro "Quem somos nós?", afirmam que sim, podemos mudar a água a partir de sentimentos, palavras.

O trabalho do Dr. Emoto consistiu em expor moléculas de água a diversas influências, como músicas e palavras.
"Ele começou por expor os cristais de água à música - de Beethoven a rock pesado - e fotografar os resultados. Depois de a música ter claramente afetado o tamanho e forma dos cristais, ele passou a trabalhar com a consciência. Afinal, a música cria um objeto físico que pode afetar as ondas de matéria-som; mas, e os pensamentos?" (ARNTZ, 2007, p.93).
Dr. Emoto passou, então, a pôr, nas garrafas com água, rótulos que expressavam emoções e idéias, como: "amor", "muito obrigado", "Você me enoja, vou matá-lo"...
As garrafas, em contato com essas palavras, apresentaram grandes modificações na estrutura molecular das suas águas.
"A água com mensagens positivas formou belos cristais; a com mensagens negativas ficou feia e malformada." (ARNTZ, 2007, p.93).

Imagem de cristal de água da palavra "amor".


Imagem de cristal de água da frase "você me enoja, vou matá-lo".

Se somos, nossos corpos e nosso planeta, compostos basicamente de água, e meras palavras datilografadas e colocadas perto da água podem afetá-la a esse ponto, imagina o poder que nossos pensamentos e nossas palavras devem ter sobre nosso organismo, sobre a água de que somos feitos!...

Por tudo isso, o filme "Quem somos nós?" é tudo de bom! Quem não viu, vale à pena ver.


Natalie S. Dowsley.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

A lição do fogo

Apenas compartilhando uma mensagem bonita sobre a importância dos outros em nossas vidas, e da nossa vida para os outros.
Somos seres de RELAÇÃO.
Juntos, somos mais fortes e bonitos.

A Lição do Fogo
(autor desconhecido)

Um membro de um determinado grupo ao qual prestava serviços regularmente, sem nenhum aviso, deixou de participar de suas atividades.
Após algumas semanas, o líder daquele grupo decidiu visitá-lo. Era uma noite muito fria. O líder encontrou o homem em casa sozinho, sentado diante da lareira, onde ardia um fogo brilhante e acolhedor.
Adivinhando a razão da visita, o homem deu as boas-vindas ao líder, conduziu-o a uma grande cadeira perto da lareira e ficou quieto, esperando.
O líder acomodou-se confortavelmente no local indicado, mas não disse nada. No silêncio sério que se formara, apenas contemplava a dança das chamas em torno das achas de lenha, que ardiam.
Ao cabo de alguns minutos, o líder examinou as brasas que se formaram. Cuidadosamente selecionou uma delas, a mais incandescente de todas, empurrando-a para o lado. Voltou então a sentar-se, permanecendo silencioso e imóvel.
O anfitrião prestava atenção a tudo, fascinado e quieto. Aos poucos a chama da brasa solitária diminuía, até que houve um brilho momentâneo e seu fogo apagou-se de vez. Em pouco tempo o que antes era uma festa de calor e luz, agora não passava de um negro, frio e morto pedaço de carvão recoberto de uma espessa camada de fuligem acinzentada.
Nenhuma palavra tinha sido dita desde o protocolar cumprimento inicial entre os dois amigos. O líder, antes de se preparar para sair, manipulou novamente o carvão frio e inútil, colocando-o de volta no meio do fogo. Quase que imediatamente ele tornou a incandescer, alimentado pela luz e calor dos carvões ardentes em torno dele.
Quando o líder alcançou a porta para partir, seu anfitrião disse:
- Obrigado. Por sua visita e pelo belíssimo sermão. Estou voltando ao convívio do grupo. Deus te abençoe!A Lição do Fogo

Um membro de um determinado grupo ao qual prestava serviços regularmente, sem nenhum aviso, deixou de participar de suas atividades.
Após algumas semanas, o líder daquele grupo decidiu visitá-lo. Era uma noite muito fria. O líder encontrou o homem em casa sozinho, sentado diante da lareira, onde ardia um fogo brilhante e acolhedor.
Adivinhando a razão da visita, o homem deu as boas-vindas ao líder, conduziu-o a uma grande cadeira perto da lareira e ficou quieto, esperando.
O líder acomodou-se confortavelmente no local indicado, mas não disse nada. No silêncio sério que se formara, apenas contemplava a dança das chamas em torno das achas de lenha, que ardiam.
Ao cabo de alguns minutos, o líder examinou as brasas que se formaram. Cuidadosamente selecionou uma delas, a mais incandescente de todas, empurrando-a para o lado. Voltou então a sentar-se, permanecendo silencioso e imóvel.
O anfitrião prestava atenção a tudo, fascinado e quieto. Aos poucos a chama da brasa solitária diminuía, até que houve um brilho momentâneo e seu fogo apagou-se de vez. Em pouco tempo o que antes era uma festa de calor e luz, agora não passava de um negro, frio e morto pedaço de carvão recoberto de uma espessa camada de fuligem acinzentada.
Nenhuma palavra tinha sido dita desde o protocolar cumprimento inicial entre os dois amigos. O líder, antes de se preparar para sair, manipulou novamente o carvão frio e inútil, colocando-o de volta no meio do fogo. Quase que imediatamente ele tornou a incandescer, alimentado pela luz e calor dos carvões ardentes em torno dele.
Quando o líder alcançou a porta para partir, seu anfitrião disse:
- Obrigado. Por sua visita e pelo belíssimo sermão. Estou voltando ao convívio do grupo. Deus te abençoe!

sexta-feira, 1 de maio de 2009

O amor é a base para tudo o que há de bom...

"Por isso eu pergunto
A você no mundo
Se é mais inteligente
O livro ou a sabedoria

O mundo é uma escola
A vida é o circo
Amor palavra que liberta
Já dizia o Profeta."

(Marisa Monte - Gentileza)

A sabedoria está muito além das palavras, teorias, filosofias... tão além que parece desnecessário se apronfundar sobre isso...
Estudei muitos anos para ser psicóloga, mas foram nos momentos em que eu estava só, com meus clientes - dois deles, em especial... - que aprendi a maior de todas as lições: o principal elemento para que aquele nosso encontro desse certo não estava descrito nos principais livros nem nas aulas que assisti... O principal elemento já me habitava, mas eu não sabia que ele seria o meu melhor guia, meu mais forte guru.
Esse "ingrediente" é, simplesmente, o amor.

É ele que nos orienta em direção ao caminho certo, à estrada que nos levará ao verdadeiro encontro com o outro. Quando o amor não é nosso guia, apenas as teorias e "sabedorias", tendemos a nos afastar do outro... atrapalhamos nossa própria tarefa... nos perdemos um do outro.

Quando permitimos que o amor seja o guia, nosso poder de fazer o bem eclode, e ele nos mobiliza para frente, com a força da tendência atualizante que Rogers falava...
E quando pessoas se unem, envoltas pelo amor mútuo e sereno, cheio de verdade e bondade, brotam batatas, morangos, cerejas, flores...!!! Brotará qualquer coisa, o que se quiser! Porque a terra do amor é fértil, dela nasce tudo o que se desejar.
E um grupo, baseado no amor, que busca um apoio e cuidado de uns para com os outros, pode ser chamado de outra coisa que não seja terapêutico?

A esses grupos, alguns sem pretensões psicoterapêuticas mas cheios de poder terapêuticos, Rogers chamou de grupos de encontro. Esses grupos são baseados no respeito, na liberdade e no amor, e defendem, por exemplo:
- que não existe um líder "eterno": cada pessoa do grupo pode assumir o papel de "líder", desde que esteja sentindo vontade de fazer isso;
- não existem temas ou programações preestabelecidas; os assuntos são decididos na hora e pelo grupo;
- o "líder" não decide a programação do grupo nem escolhe o caminho; ele deve ser como os sherpas, que conduzem os viajantes pelas montanhas do Himalaia, mas os conduzem pelos caminhos que estes decidem seguir, e sempre no ritmo e necessidade do viajante...
O bom líder, o bom sherpa, não impõe suas vontades, ele observa as suas necessidades e as do grupo, buscando chegar a um consenso que leve a todos, juntos, até o mais alto possível das montanhas e da "iluminação" desejada;
- com o passar do tempo, o grupo aprende a valorizar a espontaneidade do conjunto, descobrindo/confiando mais no poder de superação de cada membro, assim como do grupo como um todo.

Os grupos de encontro não exigem um setting terapêutico estereotipadamente definido; podem acontecer na sala de casa, na mesa de um bar, no hall de um hotel, no corredor da escola...
O que caracteriza o grupo não é o local, mas sim o comprometimento de todos com o grupo e o respeito e cuidado coletivo.
Por isso que é lindo de ver quando um agrupamento de pessoas deixa de ser apenas isso... para se transformar num verdadeiro grupo, repleto de sabedoria e amor.

(Para Silvinha, que tem se mostrado uma verdadeira sherpa! =)

Natalie S. Dowsley.

p.s.: Carl Rogers foi um psicólogo que contribuiu bastante não apenas para a psicologia, mas também para a pedagogia. Quem se interessar, indico os livros:
ROGERS, Carl Ransom. Sobre o poder pessoal. São Paulo: Martins Fontes, 1978.
ROGERS, Carl Ransom. Tornar-se pessoa. Lisboa: Moraes Editores, 1970.
ROGERS, Carl Ransom. Um jeito de ser. São Paulo: EPU, 1983.